quarta-feira, fevereiro 09, 2005
EB - O LARGO EXISTE!
Dois episódios
"Quem se lembrou do largo, nunca dele se esqueceu", lá escreveu o grego Necrófanes no seu "Os trabalhos e os dias", no V séc a.c.
O largo traz-me muitas memórias, como aos restantes amialenses (prefiro esta designação a amialeiros-esta última confere ao nado e/ou criado ali uma existência algo azeiteira. Senão, reparem: paneleiro, motoqueiro, entre outras).
Recordo-me do saudoso Zé Augusto que um dia estava bêbado (pra variar) e fez questão em apanhar o camião do lixo. Com aquele seu jeitinho e voz embriagada pediu ao lixeiro (estão a ver? estão a ver? Amialeiro, azeiteiro, paneleiro, lixeiro) que lhe deixasse subir ao camião. O lixeiro cedeu e no largo todos ficámos atentos ao capricho do Zé. Subir foi fácil, apesar do camião não ter parado. O pior foi descer. Não é que o Zé ignorou as leis da física e se colocou numa posição que para não cair ao atirar-se é preciso estar sóbrio e ter alguma habilidade? Pois é. O Zé, em vez de se atirar de costas, que é o que fazem os profissionais do lixo, não. Virou-se, não respeitou a velocidade do camião, e perante os espectadores no largo em delírio atirou-se. As gargalhadas soaram altas, o Zé estatelou-se no chão.
Liiinndo!
Lembro-me também de um episódio com o Carlera, o Zé Augusto, o Dr. Rui (tentem achar quem é, porque eu não sei outro nome dele, só uma antiga alcunha) e eu próprio. Bêbado era o estado geral do ppl, que resolveu inventar um churrasco. Onde arranjariam as galinhas? E as panelas? Tudo se resolveu e atrás do extinto muro do largo, que tanta falta fazia, para a bola não ir pro campo do Cunha. O Carlera, que transmitia muita confiança aos mais novos, arranjou as galinhas depois de assaltar um galinheiro ali nas imediações (era do Berto Seca, soubemos depois). Eu, aquele rapaz dinâmico que vocês conhecem, arranjei as panelas na casa da avó. O Dr. Rui adormeceu por traz do muro. O Zé ajudou o Carlera. Cozido e depenado o frango, ele passou pelas brasas e ficou intragável, tão duro que estava. Deitámos os frangos fora (eram 2 vítimas).
Os arqueólogos encontrarão um dia os restícios no largo. Dirão em 3046 que "ali, no antigo local arqueológico outrora designado por largo, os arqueólogos encontraram, além de centenas de milhares de pontas de chicharro e algumas gringas, ossadas completas de duas galinhas. O teste de carbono 14 prova que quem quer que tenha feito o que fez, o fez com crueldade, porque as galinhas foram torturadas, pelo menos queimadas, e a sua carne não foi comida."
Pois é, o largo. Pois é, a gelataria. Pois é, pois é....
Beijos
Pedro Galinha
terça-feira, fevereiro 08, 2005
EB - Fruta, Favelas e Índios
I-Fruta
Há vários tipos de fruta, ambos comestíveis. Vamos falar dos menos importantes, que são os de mastigar:
Cajá
Graviola
Acerola
Pitanga
Jaca
Jenipapo
Imbu
Açaí
Saputi
Seriguela
Tamarinda
Parece a constituição da equipa angolana do Benfica de Cabinda. Na realidade são frutos. Uns já comi, outros não. Uns dão tesão, outros fazem os colhões parecerem bolas de ténis, outros servem para abortos. Se tomares aquele a Cuca não vai lhi pegá. And soyone, and soyone. São mais que as mães.
II-Favelas no Recife
Nomes curiosos, estes:
Entra-a-pulso - certamente porque a polícia só entra ali com alguma dificuldade.
Ayrton Sena - esta tem esta designação porque a favela se situa próxima da
Avenida com o nome daquele antigo jogador de futebol.
Milagre - Será porque sair vivo dali é milagre?
Hora de Fogo - Valerá a pena comentar?
Coque - com jeito seria coqueiral
Moribeca Rua - ?
III-Frases e expressões nordestinas
Quando vierem aqui ao Nordeste, seja fazer praia, ver o Carnaval de Olinda (cuidado, muito cuidado), fazer turismo sexual ou simplesmente visitarem o Galinhas é bom que saibam algumas expressões, frases e gíria. Aqui vão algumas úteis:
Vamu mitê? - vamos meter, ou, melhor, vamos fazer amor?
Pegar o beco - basar, fugir
Tô ligado - estou atento
Vai encarar? - vai enfrentar?
Detonado, arrombado - todo fodido
IV-Índios
Em Pernambuco existe uma aldeia de índios, a única deste Estado. Os Fulni-ô vivem em Águas Belas, no Agreste nordestino. Nessa pequena cidade vivem também brasileiros de 2ª categoria, que são todos os que não são índios, digo eu. Mas a realidade é que os meus olhos viram uma aldeia de índios de muito fraca qualidade. Os índios vivem em casas de tijolo, com janelas e portas. Índios farsolas. À noite é imprudente entrar na aldeia deles. Ainda mantêm alguns rituais, como o ari-curi, que eu não sei o que é. Sei que comprei uma lança e um arco e seta aos índios por tuta e meia. Vestem-se com roupa como nós e andam de moto, como também alguns de nós. É caso para perguntar: cadê os cavalos?
Pra terminar, um desafio: quem, muito conhecido, se despedia do seguinte modo? "Despeço-me com amizade, até ao próximo domingo". Quem era, quem era?
Ofereço uma semana de estadia aqui no Recife a quem souber a quem me refiro.
A viagem pagam vocês. Queriam tudo não? Ora, ora...
Pedro Galinhas
domingo, fevereiro 06, 2005
Curiosidades Amialeiras
Amieiro
Alnus glutinosa Gaertn

O amieiro é uma árvore que atinge uma altura máxima de 35 m e raramente ultrapassa os 120 anos de idade. As suas folhas são redondas/ovadas, com 4 a 10 cm de comprimento e 5 a 8 pares de nervuras laterais. Os seus frutos são uma espécie de pinha, com 1 a 2 cm de comprimento. Os amieiros formam simbioses com os actinomicetos, que podem captar o azoto do ar. O lugar em que se produzem mais simbioses são as excrescências bolbosas das raízes, que podem alcançar o tamanho de um punho. Daí que o solo situado sob os amieiros seja rico em azoto. Em Trás-os-Montes são muito comuns na margem dos rios.
Excrescências bolbosas das raízes... O que é isto meus amigos? Excrescências? Bolbosas? Raízes?
Parece mais uma receita de xarope prá tosse, ou ainda uma poção alucinogénica de alto teor bolbónico!!!
sábado, fevereiro 05, 2005
Saudosos Tempos!
Tenho saudades dos encontros no largo, de vêr o cão d'água, correr atrás do canja e enfiar uma bruta duma cabeçada no carro do Filipinho, sim esse carro que o filipinho tanto amava e mantinha num brinco.
Tenho saudades de sair para umas incursões com o Dr LuxO, que acabavam com "pneus quadrados", após passar mais de 10 minutos de travão de mão em cima.Saudades de ver o largo com o parque completo, saudades de ver o bombas a enfiar uma panada de frente no passeio, ao tentar sacar uma faniqueira (termo técnico tb conhecido como pião), isto uma semana após ter o baldaia, enfiado também uma panada com o mesmo carro, exactamente na mesma curva.
Saudades de vêr a bofia bater umas cartas em cima de um carro qualquer, previamente decorado com uma toalha de praia.
Saudades de ver o tio julio, após ter passado por mim e pelo canja, que nem uma bala enquanto este me dizia: "não saques cavalo agora, que tem aí à frente uma curva muito fo...;passado isto ainda tenho a imagem do julio passar no sentido inverso, desta vez sem mota e a correr desenfreado pela rua abaixa, é verdade, a mota parou antes de entrar num galinheiro, o julio é que não!
É caso para dizer: "Que se foda os óculos"!!!
Boltainde, táis aperdoados!
Sniffff....:(
Bemvindos a mim
Somos na realidade é os Homens do Largo...(Amo o Largo mais que a minha casa)
Este, sim, é o épicentro do mundo em particular e do universo em geral...
Da minha parte vão poder contar com largas memórias do Coqueiral mais conhecido nas ultimas décadas por Largo.
Como sou pobre e não tenho ADSL ou net by cavle ainda continuo com linha análógica, por isso não me posso esticar muito que a corda é curta e pode rebentar
Um piqueno cheirinho fica para já das minhas memórias:
Numa vela noite de jantarada a comemorar não sei o quê, depois da dita janta, in antes de irmos a qquer lado, passavamos sempre pela nossa primeira casa: Largo
Ora bem, chigados lá, mal se abre a porta de um qquer carro que continha o M. Placa, este desata a Gomitar tudo que tinha engolido e não mastigado como é normal...
Ganda gómito...Quando dei por mim, estava eu e o canjas com dois pausinhos a mexer no Gomitado e a contar as gambas que o fdp tinha consumido e tinha desaprobeitado dessa forma..Aí há que vimos que ele não mastigava...estavam direitinhas...Era só lavá-las e fazer uma rica sande de molho com gambas ainda quentinhas e já cheias de sucos gástricos do dito cujo...
E prontos rapaziada, memórias não me faltam tanto de boas como de más cenas acontecidas no Épicentro do universo...
Com algum tempinho e disponibilidade, (tenho uma terrorista com três anos a viver em full time cumigo em casa) mais coisinhas sairão desta carola meio abariada (sindrome féher por ex:) mas com tempo...
Já agora gostaria de dizer ao sarda (geração de oiro do coqueiral e a quem mui agradeço uma cena que fez pela minha família em tempos do século passado) que o adriano já bateu as botas hà bué de anos infelizmente que era um gajo do catano e impecável mas o fixas ainda anda por cá e com muita cabeça e tininho (com uma filha de tb três anos cumá minha) e recomenda-se...quem o viu e quem têvê...
Por hoje é tudo e durmande bem e sonhem com os dias de glória do Largo...
beijinhos do Couto
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
EB - Suspeitas
Também não consegui abrir o famoso documento histórico, tal como o homem que o forneceu, que eu penso saber quem foi, já que em tempos mantive contactos e negociações com ele no sentido de me vender o documento, que procurei obter com a colaboração financeira do Institute of Precious Archeologystic Documents and Soyone and Soyone. Nem os 3 milhões de aérios o demoveram.
Agora estou desconfiado de uma coisa. Porque artes esse homem misterioso forneceu um tão precioso documento a um dos patrões do Ecos do Amial (E.A)?
Se foi por dinheiro, onde irão os patrões do E.A. arranjar tanto bago? Estas suspeitas são pretinentes, tanto mais que sabemos que um dos patrões do E.A. nunca trabalhou na vida (por acaso não é totalmente verdade). Outro estuda e outro ainda, o principal suspeito, é trabalhador por conta de outrém. Assim, e é aqui que queremos chegar, se não houve dinheiros financiados por entidades ou individuos exteriores ao Ecos do Amial, estaremos por certo face a um caso de grande paneleirada entre o fornecedor do "precioso" e um, ou mais que um, dos patrões do E.A..
Em pleno século XXI não me parece digno haver peneleiradas. Isso de liberdade sexual é coisa do século XX, dos anos 60, do mês de Maio, dos estudantes, da libertinagem, da luxúria e dos chicharros de haxixe. Sou adepto da moralidade dos anos pré-crash da Bolsa, em 1929.
Beijos
Pedro Galinhas"
