quinta-feira, abril 28, 2005

Parabéns AMOR!


:) Posted by Hello

PARABÉNS!

...atrasados ao Miguel (pouco mais de 1 horita)
...e actuais à Carlita.

Migas, diz qualquer coisa. Tá tudo?
Carla, o meu colchão????

;)

Abraço e beijo

sábado, abril 23, 2005

MAI MININO, TU NUM SABI DI NADA!!!...

Mais uns ecos de Pernambuco...

1-Jornal do Commercio, hoje (relato adaptado, à minha maneira, mas sem faltar à verdade):

Um rapaz de 16 anos saiu de casa para matar dois, mas não apanhou nenhum e quando chegou a casa a miúda com quem vivia há 1 ano estava aos beijos com o Fininho. Fodido, disparou (diz ele que o projéctil era destinado ao Fininho) mas acabou por acertar nela. Em seguida levou-a ao hospital da Restauração, onde foi preso pelos policiais de plantão. Ao que se sabe o moço era fugitivo de uma instituição prisional para adolescentes. Mai minino!!!

2- Cardinot na Tribuna

É um programa de tv. O apresentador, o Cardinot, faz comentários, ora cego de fúria, ora no gozo, à medida que as imagens sobre desgraças vão passando: ora algum xárá que foi preso com maconha, ora um grupo de ladrões que foi apanhado por suspeita de assalto. Ele enerva-se, ameaça, acusa as autoridades, insulta os bandidos, o Cardinot. No outro dia um marginal foi apanhado por ser o pretenso dono de 35 pacotinhos de maconha. A entrevista ao marginal realizou-se nas instalações da polícia. Dizia o marginal, de tronco nú, cabelo comprido, brinco na orelha, mãos atadas atrás das costas, com a voz muito amaricada: "Eu sou muito homossexual para admitir que os pacotes da maconha eram meus, se fossem meus!". O que o gay foi dizer! O Cardinot não perdoou e no estúdio comentava, com trejeitos apaneleirados, a entrevista do gay/maconheiro. Só visto! Mas há mais: o Cardinot, quarentão, corpo de ginásio, assim que acaba o seu comentário gritando contra o marginal, com a sua voz de macho, muda imediatamente o tom, anunciando um qualquer medicamento maravilhosos pras almorróidas, pros piolhos, uma bicicleta, and soyone, and soyone...Mai mimino!!!


3-Um jogador falhado no país do futebol

Já comentei outro dia, mas hoje reforço. Este vosso irmão aqui portou-se muito bem na pelada da última quarta feira. As pernas ajudando, a coisa vai. O meu talento natural só precisa de preparo físico. Aí tudo acontece naturalmente. Quatro golinhos em 4 ou 5 jogos de 10 minutos cada. Foi obra! Já estou a ficar conhecido no meio futebolístico, porque aos pouco eles começam a ver que eu estou ali para facturar. Truques e habilidades é para eles. Eu é só bicos pra baliza. E olha que os "goleiros" são de categoria! A falta de habilidade deles para marcar em cima impressiona pela negativa. Não são muito bons a fechar os espaços e isso para mim é essencial, o espaço. A idade já pesa e a velocidade já não é a mesma, como tal o espaço é fundamental. Mas jogam pra caralho os gaijos e mais motivos tenho para estar contente. Afinal, jogar futebol estará, para mim, quase no mesmo degrau de prazer dirópitroil.

quinta-feira, abril 21, 2005

E ATÃO O EXAME DA PROSTA?...

Meus lindos, não disfarcem. Inda noutro dia falei do exame da prósta e vocês nem reagiram. Nem o Bombas que é tão hipocundríaco (acho que é a primeira vez que escrevo tão douto termo), reagiu à questão. É que outro dia fui fazer um xeque-mate ao meu corpinho e o médico perguntou que idade eu tinha. Perante a minha resposta, ele afirmou: bem, é muito cedo para fazermos o exame da prósta. Bem, Sr Doutor, seria o meu primeiro exame da prosta e também o primeiro dedo que me entraria no cú, e não haveria de trazer grande mal ao mundo um dedito no cú.
E vocês, os mais velhinhos? Nada? Quero que me contem tudo! Não tenham vergonha. Como dizia o outro, com esta idade, qual vergonha, qual caralho. Aqui onde estou há um artesanato muito engraçado, e uma das peças favoritas é um grupo escultural, onde um homem pré-cota se baixa com a calça decida (decida-se caralho!), enquanto o Sr Doutor se prepara para lhe enfiar o indicador direito no anal.
Quem diria, alguns de nós estão a chegar à era do exame da prosta. Inda aqui à trasado andávamos a chupar os nossos primeiros berbigas.
Não custa nada. Aqui há até um creminho que posso levar. É da Jonhson e não tenho conhecimento que haja aí. O creminho é indicado para relações dolorosas, como as relações anais, pois claro. É só pedir ao Dr. na hora do dedinho: ó Sr Doutor não se importa de botar deste creminho no meu ilhó?

Até fiz um poema alusivo para desmistificar esta questão da prosta:

Baixe a calça por favor
Espero que hoje tenha cagado
Não vai sentir dor
É só um ardor no rabo

Espere aí, aqui vai aço
Não fuja que não aleija
Baixe a cueca sem temor
Antes que alguém o veja

Espera lá, já entrou
Tá a ver, não custa nada?
Há bueiros em que custa
E com isso ganho nada

O que é, está a gostar?
Pois fico mais um instante
O dedo vai lá ficar
Tipo livro na estante

Pronto, pronto, vá embora
Eu não digo que gostou
Se alguém falar lá fora
Foi alguém que o chibou

E pronto, espero que não fiquem preocupados. Eu não estou. Calha a a todos o exame da prosta. Mas só calha a alguns gostar de ficar a levar na prosta pro resto da vida.

Beijos!!!

terça-feira, abril 19, 2005

Desculpem o atraso, perdi o 72 ...

...e tive que apanhar o 7

Antes de mais queria pedir desculpas pela minha falta de respeito para com todos os leitores deste pasquim amialense. Tenho faltado aos treinos, eu sei, mas embora a culpa seja toda mim ela na realidade não o é. E passo a explicar: a culpa é da própria vida e de toda a sociedade onde estamos inseridos, de todos os moradores deste mundo e do facto de haver ainda pessoas que, pela negativa, tentam ser alguém que não o são. Agora que expliquei o motivo continuo a escrever sobre um simples facto que me intriga à já bastante tempo, uma eternidade, algo que, desde que li um dos últimos post à 5 segundos, me deixou perplexo. Eu não fazia a mínima ideia que cresci e vivi neste pequeno canto da cidade do Porto rodeado de dois malfeitores impunes que tanto mal fizeram à humanidade e diria mesmo aos homens também. G'Ali-nhas e Ali Vonvas, dois dos maiores assassinos deste planeta, a viver nos limites do meu domínio. Só me posso recordar a minha querida avó que dormia com a janela aberta sujeita a ser assaltada por dois dos mais nefastos vermes desta sociedade, dois mitras desta província, dois vagabundos badalhocos desta cidade. Agora percebo porque teve o galinhas que se exilar nesse paraíso fiscal, nessa terra de abundante liberdade onde ao mais reles bicho é dada uma oportunidade de ser judeu. E mais entendi. Entendi o porque do Vonvas ter tido uma filha tão rapidamente. Sempre pensei que teria sido o facto de ele ter usado uma camisa comprada no continente momentos após o canjas ter furado as caixas todas de preservativos com uma agulha cedida pelo ilustre doutor Pimenta mas não, não foi percalço da vida, foi mesmo intencional. Foi uma tentativa rápida de disfarçar a sua cara arrogante de pedófilo, a sua imagem negativa de mau, a sua silhueta asquerosa de mafioso num homem de negócios respeitável e honesto. Primeiro veio a tanga da entrega de missivas, algo que já não é praticado desde o aparecimento da net e dos seus emails e agora secretário de uma treta qualquer como se alguém no seu perfeito juízo preteriria a oportunidade de ter uma boazona de mini-saia por aquela estátua de Aquiles com pila pequena. Pelo menos o galinhas foi honesto fazendo o que de melhor sabia praticar. Foi moinar e não tem vergonha nenhuma de dizer isso ao mundo, de bradar aos quatro cantos que é moina, não faz um caralho na vida e está sempre a espera do que de melhor esta lhe pode dar. Ele é Mercedes, ele é casas no Brasil, ele é mulatas a fazer boquetes nas mais variadas alturas do dia. Não “fazeindes” um caralho. Mas mesmo assim não fazer nada é algo que se aprende no amial desde novo. Se não me engano era mesmo uma das lições ministradas pela Zezinha na catequese. Ou seria pelo canjinha aquando da sua passagem pelo mundo religioso. Foi pena. Poderia ter sido Pápa por esta altura. Ou seria mais papá? Talvez nunca venhamos a saber porque para pápa ele teria que deixar a droga e para papá teria que comprar um manual a fim de ver as imagens e tentar… Também tem o facto de ter um irmão divorciado algo que nem a própria igreja permite mas que neste caso teve a bênção de todos os congregados e também da comissão da fabrica. “Ele não sabia o que fazia” diziam uns, “ Coitadinho do Faustinho, foi iludido por esse mal que é o sexo” diziam outros, “foi contra a vontade da mãe e nem os irmão o desejavam”, diziam os mais chegados, “Ele que a traga cá para eu ver a sua virgindade (dela claro!) ou não realizarei o casamento” disse o pároco já a afiar o bigode. Escusado será dizer que não houve casamento na igreja por motivos bem conhecidos. Não, não foi por uma questão de virgindade, foi por motivos financeiros. Não havia dinheiro para convidar tanta família e tantos amigos, tantos congregados e a comissão da fabrica em peso. Lembro-me de um dia o Fausto ter-me confidenciado que tinha que casar porque o seu primo assim o tinha feito, ou teria sido ao contrario. Não “malembro” mas tenho a certeza que um deles casou porque tinha que imitar o outro. E se assim foi quem é o criminoso agora. Se o galinhas enveredou pelo caminho das trevas, pela penúria e pela podridão da vida, sim porque o teu lugar no inferno vai ser quentinho meu filho e com os tomates bem coladinhos na chapa, então o Fausto será o exemplo que ele seguiu? Se assim aconteceu então ÉS UM BANDIDO FAUSTO, NUNCA ME ENGANASTE, ERAS TU QUE ROUBAVA GASOLINA DA MINHA MOTA DURANTE A NOITE COM A DESCULPA QUE PODIAMOS PARTILHAR A GARAGEM E ASSIM POUPAR UNS TROCOS NA RENDA. Não tinhas necessidade disso caralho, eu tinha-te alegremente cedido umas gotas desse milagroso fluido. Eu confiei em ti pá, não percebo porque o fizeste…ÉS UM CABRÃO…ou seria antes o tubo de gasolina que estava roto… Não sei… Seja como for já não tenho mota e tu também não. Voltando ao assunto inicial deste post. Nunca mais ninguém neste sossegado bairro vai dormir descansado porque temos ainda entre nós um dos maiores mentores do terrorismo mundial a coabitar (ou será antes co-habitar? Não sei), pacificamente entre nós. Sim o vomvas, o vomvas mano do Rico, Eurico para as comadres, esse menino que em troca de um rebuçado fazia recados às beatas da zona, esse menino inocente que roubava azulejos Viúva Alegre da casa da vizinha para vender na Vandoma, ou seria o vomvas que fazia isso, não sei. Galinhas manda-me uma 38 dai para eu juntar a minha 9mm e assim dormir descansado com um fusco em cada mão. Foda-se, de repente estamos rodeados de assassinos sem escrúpulos. Com um pouco de sorte o filho (ou é filha? Não sei) do Ivo e da Susana nasce (ou já nasceu? não sei) de naifa na mão e assalta a parteira. O Porto está mesmo perigoso e tu, Galinhas, vens para aqui escrever sobre um moleque que queria roubar a tua bicla com o intuito de comer algo. Isso aí é o paraíso comparado com esta cidade de Deus onde nós vivemos. Aqui até as procissões de velas tem policia a escoltar, aqui totós temos cães ferozes a guardar as nossas vivendas de luxo, aqui até os padres compram telemóveis fanados e vão desbloqueá-los ao Abreu. Bem acho que não tenho mais nada para dizer hoje (ou será que tenho? Não sei).

A todos o melhor do mundo. Eu vou continuar a viver a minha existência espectacular com calma e saborear o mel que vem de tudo o que é bom na vida.

segunda-feira, abril 18, 2005

ECOS DE PERNAMBUCO

1- Pernambuco é uma nação!

Muito interessante. O Campeonato Estadual acabou. O Santa Cruz foi campeão de Pernambuco e a volta de consagração fez lembrar um título nacional num qualquer país europeu, com grande festarola, volta às cidade de Recife e Olinda em autocarro aberto, multidão na rua, manchetes nos jornais, euforia geral. Mesmo assim os três grandes de Pernambuco, e também de Recife, o Santa, o Náutico e o Sport, disputam a 2ª Divisão do Brasil, que começará em breve...Lembrar ainda que Pernambuco terá o mesmo tamanho que Portugal e mais 2 milhões de habitantes que o nosso país.

2-Armas

Aqui é comum falar-se de armas. Uma mulher qualquer sabe o que é uma 12 e uma 38, e o rombo que cada uma pode fazer num cidadão. Uma criança também. Qualquer pessoa já viu ao vivo as duas armas mais famosas do Brasil. Até sabem que há locais onde fazem "dozes"artesanalmente. É caso para dizer: puta que pariu!

3- Miúdo de 4 anos quase me roubava biciclete

Outro dia fui dar a minha habitual voltinha matinal de biciclete. Parei na padaria Globo, para me refrescar, mas esqueci-me do aluquete em casa e deixei a minha bicla cá fora. Como ter o olho aberto é bom conselheiro (não esse que estão a pensar, mas um dos outros olhos) depois do pedido, fui lá fora, ver se não havia suspeitos ao redor. Havia um, sim senhor! Num orelhão, disfarçando, um miúdo de talvez 4 ou 5 anos, descalço, cabelo queimado pelo sol, deitava um olhão suspeito à minha bicla. Entrei e perguntei à empregada se o miúdo era conhecido. Respondeu que não e eu mostrei-lhe a minha preocupação em relação ao meu veículo. Pensou um pouco e decidiu auxiliar um gringo em apuros, deixando-me levar a bicla pra dentro da padaria! Bebi o meu suco sentadinho, a um metro da biciclete. Tive pena do puto e à saída dei-lhe um croissant. Senti-me um pouco judeu, ao tirar-lhe o miolo e dar-lhe a côdea, mas dar uma côdea é melhor do que dar um pontapé nas costas.

4-Almas Sebosas

"Alma" é a contração do termo "alma sebosa", que significa ladrão, assassino, mafioso, mal intencionado, estrupador, atecetra, atecetra...
O aspecto da alma, sempre homem, é tronco nú, calção barato, descalço, com ou sem boné e normalmente montado em biciclete. Em princípio (quase 100 %) a alma é escura (estou a utilizar um termo que não possa prejudicar-me, por causa da lei do racismo), não tão escuro como o Bábá nem tão claro como o nosso estomatologista Dr. Francisco Pimenta.
As almas podem andar em grupo de dois ou três, mas normalmente andam sós.

Até à prosta!! (A propósito, os mais velhinhos do Amial já marcaram o exame da prosta? Acho que é só um dedito no cú. Não custa nada...eu daqui a uns anitos vou marcar o meu. Os peixes morrem pela boca...ehehehehe)

sábado, abril 16, 2005

ÉS MASÉ MASÉ...

Macacadas-onde fala, sem falsos pudores, sobre o racismo...

Quando eu era pequenino a minha mãe chamava-me macaco, carinhosamente, porque eu era muito palhaço e estava sempre a fazer macacadas. Agora o outro chamou macaco ao preto e foi dentro. E eu tenho que ter cuidado aqui com as palavras, porque se eu for ouvido a dizer qualquer coisa racista vou e vou mesmo dentro. Esta coisa da escravatura cavou um fosso do caralho entre pretos e brancos. Uma lei brasileira de 1988 defende os pretos de ataques racistas. Se eu for chamado de portuga ou filho da puta nas minhas peladas de quarta feira, nada acontecerá, mas se eu chamar preto a um caralho qualquer que tem a mania que é o Pélé e não passa a bola vou dentro. Olhócaralho! Se eu for chamado de branco, colonialista, colono por um preto vou querer apelar para Haia, foda-se! Que racistas, pá!

Ontem chamei macacos aos meus amigos que jogavam dominó lá em casa, a propósito da celeuma que por aqui vai. Todos sorriram, mas dois não disfarçaram alguma mágoa, que na maior parte das vezes está contida. De facto, por aqui é dificil não descender do preto, pelo menos ter uma marquinha ou um pouco de sangue daquele ser humano de cor diferente da minha.
O racismo continua. Os complexos de inferioridade e superioridade também. Branco quase sempre acha que é superior ao preto, e o preto, também quase sempre, sente que o branco o fodeu e quer foder. Claro que se eu chamo macaco ao preto, o caldo entorna.

Eu acho que não devia haver racismo, mas ele está no sangue, tal como os glóbulos brancos ou os vermelhos, preto no branco. Desafio quem quiser a contrariar o que estou a dizer, branco ou preto.