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(Simulação de teias de aranha...)

...e tive que apanhar o 7
Antes de mais queria pedir desculpas pela minha falta de respeito para com todos os leitores deste pasquim amialense. Tenho faltado aos treinos, eu sei, mas embora a culpa seja toda mim ela na realidade não o é. E passo a explicar: a culpa é da própria vida e de toda a sociedade onde estamos inseridos, de todos os moradores deste mundo e do facto de haver ainda pessoas que, pela negativa, tentam ser alguém que não o são. Agora que expliquei o motivo continuo a escrever sobre um simples facto que me intriga à já bastante tempo, uma eternidade, algo que, desde que li um dos últimos post à 5 segundos, me deixou perplexo. Eu não fazia a mínima ideia que cresci e vivi neste pequeno canto da cidade do Porto rodeado de dois malfeitores impunes que tanto mal fizeram à humanidade e diria mesmo aos homens também. G'Ali-nhas e Ali Vonvas, dois dos maiores assassinos deste planeta, a viver nos limites do meu domínio. Só me posso recordar a minha querida avó que dormia com a janela aberta sujeita a ser assaltada por dois dos mais nefastos vermes desta sociedade, dois mitras desta província, dois vagabundos badalhocos desta cidade. Agora percebo porque teve o galinhas que se exilar nesse paraíso fiscal, nessa terra de abundante liberdade onde ao mais reles bicho é dada uma oportunidade de ser judeu. E mais entendi. Entendi o porque do Vonvas ter tido uma filha tão rapidamente. Sempre pensei que teria sido o facto de ele ter usado uma camisa comprada no continente momentos após o canjas ter furado as caixas todas de preservativos com uma agulha cedida pelo ilustre doutor Pimenta mas não, não foi percalço da vida, foi mesmo intencional. Foi uma tentativa rápida de disfarçar a sua cara arrogante de pedófilo, a sua imagem negativa de mau, a sua silhueta asquerosa de mafioso num homem de negócios respeitável e honesto. Primeiro veio a tanga da entrega de missivas, algo que já não é praticado desde o aparecimento da net e dos seus emails e agora secretário de uma treta qualquer como se alguém no seu perfeito juízo preteriria a oportunidade de ter uma boazona de mini-saia por aquela estátua de Aquiles com pila pequena. Pelo menos o galinhas foi honesto fazendo o que de melhor sabia praticar. Foi moinar e não tem vergonha nenhuma de dizer isso ao mundo, de bradar aos quatro cantos que é moina, não faz um caralho na vida e está sempre a espera do que de melhor esta lhe pode dar. Ele é Mercedes, ele é casas no Brasil, ele é mulatas a fazer boquetes nas mais variadas alturas do dia. Não “fazeindes” um caralho. Mas mesmo assim não fazer nada é algo que se aprende no amial desde novo. Se não me engano era mesmo uma das lições ministradas pela Zezinha na catequese. Ou seria pelo canjinha aquando da sua passagem pelo mundo religioso. Foi pena. Poderia ter sido Pápa por esta altura. Ou seria mais papá? Talvez nunca venhamos a saber porque para pápa ele teria que deixar a droga e para papá teria que comprar um manual a fim de ver as imagens e tentar… Também tem o facto de ter um irmão divorciado algo que nem a própria igreja permite mas que neste caso teve a bênção de todos os congregados e também da comissão da fabrica. “Ele não sabia o que fazia” diziam uns, “ Coitadinho do Faustinho, foi iludido por esse mal que é o sexo” diziam outros, “foi contra a vontade da mãe e nem os irmão o desejavam”, diziam os mais chegados, “Ele que a traga cá para eu ver a sua virgindade (dela claro!) ou não realizarei o casamento” disse o pároco já a afiar o bigode. Escusado será dizer que não houve casamento na igreja por motivos bem conhecidos. Não, não foi por uma questão de virgindade, foi por motivos financeiros. Não havia dinheiro para convidar tanta família e tantos amigos, tantos congregados e a comissão da fabrica em peso. Lembro-me de um dia o Fausto ter-me confidenciado que tinha que casar porque o seu primo assim o tinha feito, ou teria sido ao contrario. Não “malembro” mas tenho a certeza que um deles casou porque tinha que imitar o outro. E se assim foi quem é o criminoso agora. Se o galinhas enveredou pelo caminho das trevas, pela penúria e pela podridão da vida, sim porque o teu lugar no inferno vai ser quentinho meu filho e com os tomates bem coladinhos na chapa, então o Fausto será o exemplo que ele seguiu? Se assim aconteceu então ÉS UM BANDIDO FAUSTO, NUNCA ME ENGANASTE, ERAS TU QUE ROUBAVA GASOLINA DA MINHA MOTA DURANTE A NOITE COM A DESCULPA QUE PODIAMOS PARTILHAR A GARAGEM E ASSIM POUPAR UNS TROCOS NA RENDA. Não tinhas necessidade disso caralho, eu tinha-te alegremente cedido umas gotas desse milagroso fluido. Eu confiei em ti pá, não percebo porque o fizeste…ÉS UM CABRÃO…ou seria antes o tubo de gasolina que estava roto… Não sei… Seja como for já não tenho mota e tu também não. Voltando ao assunto inicial deste post. Nunca mais ninguém neste sossegado bairro vai dormir descansado porque temos ainda entre nós um dos maiores mentores do terrorismo mundial a coabitar (ou será antes co-habitar? Não sei), pacificamente entre nós. Sim o vomvas, o vomvas mano do Rico, Eurico para as comadres, esse menino que em troca de um rebuçado fazia recados às beatas da zona, esse menino inocente que roubava azulejos Viúva Alegre da casa da vizinha para vender na Vandoma, ou seria o vomvas que fazia isso, não sei. Galinhas manda-me uma 38 dai para eu juntar a minha 9mm e assim dormir descansado com um fusco em cada mão. Foda-se, de repente estamos rodeados de assassinos sem escrúpulos. Com um pouco de sorte o filho (ou é filha? Não sei) do Ivo e da Susana nasce (ou já nasceu? não sei) de naifa na mão e assalta a parteira. O Porto está mesmo perigoso e tu, Galinhas, vens para aqui escrever sobre um moleque que queria roubar a tua bicla com o intuito de comer algo. Isso aí é o paraíso comparado com esta cidade de Deus onde nós vivemos. Aqui até as procissões de velas tem policia a escoltar, aqui totós temos cães ferozes a guardar as nossas vivendas de luxo, aqui até os padres compram telemóveis fanados e vão desbloqueá-los ao Abreu. Bem acho que não tenho mais nada para dizer hoje (ou será que tenho? Não sei).