terça-feira, outubro 18, 2005

PORTO-LISBOA

O que é que os portuenses dizem de Lisboa? Que não trabalham, que aqui é que trabalham, que os Mouros vivem à pala do trabalho do norte e dos nortenhos. Nada mais errado, caros amialenses. Ainda um destes dias eu e o Chico Pombas discutíamos sobre isso enquanto observávamos as pombas na Batalha. Ele defende a opinião de senso-comum que os mouros não trabalham. Pelo menos tanto como aqui.
Ora o que eu vos digo, caros amialenses, é que em Lísbia, eles dão-lhe e dão-lhe bem. E mais, eles não falam de calças, bijuteria e penteados na frente dos clientes dum qualquer café, quase aos gritos, como aqui é observável. Aqui é muito mais light, meus senhores. Não vejo os empregados bancários a telefonar para a mãe ou avó, como vejo por aqui; não vejo o amigo de infância do trabalhador a ir vistá-lo ao local de trabalho e falar do França-Portugal, como se estivessem no largo. Em Lisboa trabalha-se e muito, com a agravante do tempo que seria do trabalhador, ser na realidade do patrão, por causa das longas distâncias percorridas em transportes e longas filas de trânsito. Faça-se justiça, os mouros sofrem e vão continuar a sofrer.
A mouraria tem uma qualidade de vida muito inferior à dos portuenses, como aliás defende uma lisboeta, minha vizinha em Lisboa, e namorada de um dos nossos contribuintes, o qual, aliás, poderá atestar o que digo (ou discordar).
O mito dos mouros não trabalharem é, penso, associado ao facto de S. Bento, a Assembleia da República e Belém se situarem em Lisboa, situação que depois é generalizada ao restante zé povo. Penso eu de que...

14 comentários:

Anónimo disse...

É só para relembrar que o nosso galo enquanto esteve na Mouraria foi passar 1 ANO DE FÉRIAS ao Brasil. Agora, regressado ao Porto está a trabalhar!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Em Lisboa é que se trabalha. ahahahahah


Pedro Alves

Boudu disse...

penso que seria necessario definir trabalhar aqui neste espaço de escrita. é que o conceito de trabalho varia muito aqui no amial. eu por exemplo tenho um vizinho, bem aqui à minha frente, que trabalhou arduamente, sempre com o mesmo objectivo: arrumar da melhor forma o seu quintal. Temos tambem o exemplo do meu vizinho, bem aqui no inicio da minha rua, que foi gerente da gelataria durante anos, o que foi um trabalho desgastante (se é que isto existe). É que todos nós podemos um dia ser tentados a afirmar que este ou aquele não fazem um caralho e no fundo fazer um caralho dá um trabalho titanico. É o caso do Pedr... Galinh.... ( não vou aqui citar nomes) que para a sua monografia, biografia ou trio-demira ou sei lá o que é que ele estava a fazer) teve que se ausentar do pais 12 meses. Foram 12 meses de suor, trabalhos forçados, eu diria mais, escravatura pura para realizar o seu trabalho. Como digo o conceito de trabalho varia de caralho para caralho. Já agora que caralho faz o chic... Vomv..... ( não vou citar nomes). P.S. eu sei eu sei eu nao faço um caralho mas trabalhei muito para isso....

bombas disse...

Meu caro inimigo galinhas:
A minha opinião não é tanto assim de senso-comum como tu dizes. Faço-te lembrar que passei uns meses em Lisbia, outros na Amadora, outros no Estoril e Outros ainda em Palmela.
O que constatei foi que eles não têm tempo para falar durante a hora de expediente pois as 2 horas que estiveram na IC 19 ou na Ponte 25 de Abril foram às palas do patrão e depois ainda saem mais cedo porque têm de ir buscar o filho que está no infantário e que tem horas para fechar. E ainda por cima, ganham mais do que nós a exercer o mesmo cargo.
São moinas mas julgam que fazem muito.
Ao menos o Voudu admite: é moina mas trabalhou muito isso, ele e o tal vizinho que, com quase muitos anos, ainda não tem uns descontos na segurança social, mas é uma injustiça pois eu já o vi a trabalhar muito no POA durante as suas aulas.
Vai pá tua terra ó mouro, que lá é que é o teu lugar. Como dizia o outro: tinhas de pagar para trabalhar para alguém.
Beijos

Dr.Lux0 disse...

A minha opinião é que todos têm o seu “quê” de razão.
O Inginheiro fez uma observação astuta e verdadeira, mas não se lembra dos tempos em que o mesmo protagonista trabalhava com o Vomvas pró Carlos... Eu lembro! Até dos peidos falsos!
O Vuda, por sua vez, tem razão quando afirma que qualquer coisa que façamos, mesmo que seja nada, trabalhamos para a poder fazer. É uma opinião bastante profunda e filosófica, mas verdadeira.
O Bombas também tem a sua razão, porque eu também já passei algum tempo por lá e sei bem que há os moinas aproveitadores, mas há-os por todo o lado...
Que os mouros ganham mais, é verdade pois li no JN que o ordenado médio em Lx é 43% mais alto que no Porto. Agora isso de trabalharem como mouros é relativo.
Não vejo é a comparação da vida em sociedade com o trabalho. Lá, as pessoas são mais frias, calculistas e insensíveis. Por outro lado, cá, são mais terra-a-terra, mais verdadeiras e prestáveis. E essa das longas horas perdidas no trânsito serem do patrão, tens toda a razão: Não trabalha, desconta-se no ordenado, ou fazem-se horas extras. Ninguém dá nada a ninguém e ninguém trabalha por amor à camisola.

Pedro Galinhas disse...

Tenho respostas para todos:

Sr Engenheiro Pedro Alves: O Sr. esteve não sei quantos anos em Barcelona à pala do Estado e dos contribuintes portugueses, já lho disse e volto a referir, ao passo que eu estive às minhas próprias palas. Não trabalhei porque podia não fazê-lo, sem contudo prejudicar ninguèm.
Sr Chico Pombas-lá porque foi trabalhar uns dias a Lisboa, julga-se capaz de avaliar uma situação não observável dessa forma tão leviana. HÁ ESTUDOS, MEU CARO, HÁ ESTUDOS SOBRE O ASSUNTO E SE QUER EU MOSTRO-LHOS!
Sr. Boudu não seja tão cruel consigo mesmo. O Sr foi dos poucos que trabalhou a sério, enquanto a empresa do seu pai, estranho paradoxo, ajudava a criar parasitas. O Sr é que se perdeu, mas não as suas capacidades.
Sr Lux0: pra si só tenho várias coisas a dizer: o senhor faz uma análise sociológica critica, observando todos os aspectos do texto. Gabo-lhe o poder de análise e a sua moderação.Conçigo a siênsia pode contar!
Conclusão: num país onde reina a confusão, todos falam, mas só eu à que tenho a RAZÃO.

bombas disse...

Quero ver esse estudo ó mentiroso.
O Luxo refere-se aos 43% com base num estudo publicado no JN. E o teu ó parasita?
Infelizmente tive que lá passar uns dias a trabalhar e não foram assim tão poucos, mas comparando o meu poder de observação com o teu, dou-te já uma, e só uma para não me chatear mais, prova em que tu não vês um palmo à frente dos olhos: Quando fui a Marrocos pela 1ª vez, contigo, já lá tinhas ido 2 vezes (acho eu), pelo caminho fartaste-te de dizer que em Marrocos não havia cães; pois quando eu te comecei a mostrá-los in locco tu ainda assim pensavas que eram burros pequenos ou gatos grandes. Já chega????
Quanto ao ser Orelhas, teve às nossas palas em barça, mas desenvolveu qquer coisa, experimentou algo que ninguém tinha experimentado, contribuiu para o conhecimento da Humanidade.
Tu só contribuis para o Teu conhecimento e tem de ser com calma...
Quanto ao Bouda, nem perdeu qualidades nem se perdeu, anda é a ver se se acha...LOL
Por isso toca a MOSTRAR OS TAIS ESTUDOS MEU CARO...
vomvas

Pedro Galinhas disse...

Os estudos que tenho mesmo à minha frente mostram que o tabalho em Lisboa rende 70%, numa média de 120. Já no Porto, o trabalho rende pouco, muito pouco, mas isto numa média a rondar os 132, 4. A folha de rosto do trabalho que tenho mesmo à minha frente perdeu-se, não sabendo portanto dar-te os dados de autor, ano, data, editora, átecetera.
Quanto aos cães em marrocos posso assegurar-te que o depois da morte de Hassan II, o castrador, seu filho, Mohamed V, o vitupério, implementou medidas para introduzir os cães em Marrocos, daí a explicação de até tu lá chegares eu não ter vislumbrado canideos.
Quanto ao nosso engenheiro e ao seu doutoramento sei de fonte segura que os seus estudos são baseados e copiados (e até fotocopiados) de outros trabalhos, o que nada acrescenta ao mundo científico. Quanto à minha tese, convido-te a vir ouvir-me a defendê-la um destes próximos anos e falares depois.O tema será "Pombas na Batalha, uma visão histórica destes mamíferos e a sua influência na política ultramarina portuguesa na Papua Nova Guiné-1325-1335".

nuduart disse...

Vêm estes gajos para aqui mandar umas postas de pescada, ouçam lá: trabalhar enobrece, há uns que trabalham e outros que fazem de conta, não se pode é generalizar! Agora vêm para aqui dizer que os mouros trabalham mais que nós? Tá-se mesmo a vêr...Qualidade de vida, menos que nós? Fonix, ainda me lembro quando trabalhava na Opt, via-me fdd pa bazar de Lisboa, pk os excelentissímos iam passar o fim de semana, á herdade da baracha, ou ao algarve... Bem e se dizem k não têm qualidade de vida, meus amigos... só dava era com discotecas e bares à pinha!

Trabalhem!!!!


E mais não digo, porque não me apetece!

Dr.Lux0 disse...

HAHAHAHAHAHAHAHA.
Galo, andaste a meter ácidos falsos? LoL! Pombas mamíferas!?!?
Hehehe.

E citando uma falecida: FALAINDES FALAINDES NÃO SABENDES O QUE DIZENDES!

Ah! Agora apareceu uma nova lixívia: Com lixívia Peseiro, lençóis e lenços brancos o jogo inteiro!

Hehehe.
Parece que os "Gatinhos de Alvalade" resolveram apostar num treinador com nome de Papa: Bento I - O substituto de Peseiro.
Apeteceu-me...
Anda lá Vomvas, responde lá...

Anónimo disse...

MAndaram o gestor de frota dos chaimites embora?

Olha lá, essa cena das pombas mamiferas, até é bem capaz de ter lógica... ora vejamos:

- se não temos pomba temos pena...
- se temos pomba, por vezes deixamo-la fugir...
- por vezes apanhamos umas pombas...
- há pombas com pelo...
logo... as poombas são mamiferas!

Anónimo da Silva!

moura disse...

Meus amigos tripeiros!!
Não descansavam enquanto não irritassem uma moura... chiça!!

E como contra factos, não há argumentos, vamos a contas:

Maia - Porto(morador para local de trabalho)
Salário = 700€ no papel (+300€ do saco azul)
I.r.s+TSU = - 154€
Dinheiro no bolso = 546€+300€=846€
Despesas diárias total de 18.6€
Peq.almoço = 1.10€
Almoço = 4.50€
Supermercado= 13€
Prestação casa T3 = 510€


Almada - Lisboa (mesma situação)
Salário = 1000€ no papel (nada por fora)
I.r.s+TSU = - 220€
Dinheiro no bolso = 780€
Despesas diárias total de 26.20€
Portagem = 1.15€
Peq. almoço = 1.55€
Almoço = 6.50€
Supermercado = 15€
Parqueamento = 2€

Prestação casa T3 = 720€


Feitas as contas, os meus amigos tripeiros, não têm muito que se queixar. Custa-me estar eu a descontar por vós, quando se acham mais patriotas do que nós, mas que posso eu dizer senão, quero ser como vós.
Vê-se grandes vidas aí, pois sim e porque será??
Deixais-vos estar sossegados, não façam muito barulho, pois já faltaram mais para a praga chegue aí e saberem na pele o que ser um lisboeta.

Cumprimentos Benfiquistas!!!Sem medos...

Pedro Galinhas disse...

Afinal sempre há documentos! Afinal eu tenho razão! Afinal eu não sou tão mau pensador como já por aí queriam pintar! Só me faltavam eram os documentos! Afinal os mouros são mesmo mouros de trabalho, sacrifício e ordenados baixos! Os números não enganam! Talvez agora se olhe para um Lisboeta como um ser que se sacrifica mais pelo bem do país do que um tripeiro. Além disso, dizia uma ocasião esta mesma moura benfiquista, é passear nos shopes e ver as garinas tripeiras bem vestidas e arranjadas, a contrastar com as mouras que mal têm dinheiro para fazer cantar um cego! O céu é aqui, mesu senhores. Já nem falo em problemas raciais...mas se quiserem até podemos falar...

bombas disse...

Exma Sra Moura: V/Excia não é Lisboeta, pois se o fosse verdadeiramente seria Sportinguista e nunca Benf...
Depois, minha cara, o post inicial refere-se ao facto de o Exmo. Sr. (muito mau em questões de experiência Observacional) que o publicou falar de "cenas" que nem sabe que existem. Basta-lhe perder 15 minutos nos correios da Batalha, que até trabalha próximo, para constatar (se não adormecer) que qquer uma das funcionárias não pára um único segundo para questões particulares, pois arriscava-se a levar um tareão das clientes dos mesmos balcões. Eu já presenciei cenas do arco da velha. Mesmo com razão, as pessoas que dão a cara nos balcões, estão sempre sujeitas a estas cenas. Isto tem a ver com a educação dos utentes e não com a falta de tempo dos funcionários.
Depois, minha cara, ninguém (a não ser o Nuart) disse que vós tendes melhor nivel de vida que nós. Bem pelo contrário são Mouros mas não de trabalho. São Mouros da porca de vida que levam. Isto de uma maneira geral.
A altura em que eu tive MELHOR qualidade de vida foi quando passei uns meses na Sertã (terra perto do centro e do centro interior do país) Levantava-me às 8.30 para entrar às 9. Tomava 1 banhito, comia alto piqueno almoço e demorava meia duzia de minetes a deslocar-me para o local de travalho que ainda eram 3 ou 4 quilhometros. Mas não havia transito, semáforos, pessoas stressadas, malcriadas nas ruas.
Almoçava peixinho tão fresquinho como em Matosinhos e jantava ainda melhor. Depois tinha o tempo todo por minha conta. Isso é que é qualidade de vida.
E quanto maiores forem as cidades, maior é a merda em que vivemos.
Por isso, nem vós, nem nós podemos falar muito, pois a merda pouco difere. Mas a vossa merda é muito maior.
Beijos..

Dr.Lux0 disse...

MAS AFINAL QUEM É QUE GANHA MAIS 100 AÉRIOS QUE EU, NO SACO AZUL?

Hehehe

Mas agora partilho a opinião do Vomvas: Vida de campo bate 1 quilhão de vezes a vida de cidade... Só lá não estou porque tenho que ganhar o tostão... aqui...
=(